6 de janeiro de 2009

É guerra!!!

A briga interna que se tornou a eleição da mesa diretora do biênio 2009-2010 foi interessante de ser observada, de um lado um prefeito com não tanta experiência política, mas com sagacidade e inteligência, adjetivos que o fez prefeito da bela Maceió e o tornou o prefeito mais votado do Brasil proporcionalmente nas eleições 2008 com aproximadamente 320 mil votos. Por outro lado o jovem Eduardo Hollanda, que apesar da pouca idade já passou por quase todos os cargos da mesa faltando-lhe o de presidente, almejado por muitos, conquistado por poucos, a briga se deu pela composição da mesa que tinha como primeira secretária uma calouro na câmara, a vereadora Silvânia Barbosa, esposa do dep. Marcos Barbosa, que se tornou desafeto do prefeito no pleito de 2008 quando acordou com o grupo do governador Téo apoiar à candidata a prefeita do governo estadual de nome Solange, pouco conhecida pelos maceioenses.

A frente do grupo de Dudu grandes articuladores e o apoio do dep. Barbosa foi de grande proporcionalidade, Almeida lançou sua chapa que encabeçava como presidente o experiente vereador Galba Novaes, muito querido pelo povo, principalmente do tabuleiro onde tem um grande instituto que leva o nome de seu pai, o mesmo que lhe pertence.

E aí quem ganharia essa quebra de braço?? Inicialmente difícil de ser respondida a pergunta, o guerreiro chefe do executivo verso o jovem caudilho, mas os egos também devem ser colocados nessa balança, Dudu talvez teria o cargo como objetivo em sua vida política, cargo que dá muita ascensão a qualquer político e o prefeito eleito por tamanha quantidade de votos não poderia perder uma guerra “inferior”, supondo dessa forma temos também uma guerra de egos.

Tenho o prazer de conhecer os dois pessoalmente e são pessoas que facilmente você observa o perfil, são jovens políticos buscando seus espaços e objetivos, que são diferentes. E o que mais chamou atenção de todos é que nenhum deles tem perfil oposicionista, mas não chegaram num consenso, assim chegando o dia da posse, Dudu estava afastado por infidelidade partidária, já o prefeito estava só garantindo seu mandato por mais 4 anos.

O prefeito tomou posse com um discurso apimentado e já sabendo da derrota alfinetou seus colegas de partido, que não aderiram a sua idéia, assim, Almeida começa seu segundo mandato, caminhando contra o vento, mas caminhando. Dudu por outro lado disse que o prefeito só constrói desafetos, não sabendo manter boas “amizades”. O que nós como maceioenses esperamos é os erros da gestão anterior não se repitam e que o novo presidente do legislativo municipal ajude o prefeito, se este for interesse da comunidade.





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